terça-feira, 20 de novembro de 2012

Hidrossalpinge,saiba o que é...

"O hidrossalpinge é a dilatação da trompa causada principalmente por algum processo infeccioso no passado. Pode ser um quadro totalmente assintomático. Você pode engravidar sim só com 1 trompa funcionante, porém o risco de uma gravidez tubária está sempre aumentada nestes casos. Avise seu ginecologista assim que tiver qualquer atraso menstrual para se fazer um eventual diagnóstico de gravidez tubaria precoce." 

Doença Inflamatória Pélvica
Salpingite


É a infecção das trompas de Falópio  O termo DIP é utilizado para incluir a infecção da cérvix (cervicite), útero (endometrite) e ovários (ooforite).

Etiologia e Patogênese

A salpingite ocorre em mulheres jovens, ß 35 anos, sexualmente ativas, sendo o resultado de uma infecção transmitida por microrganismos, comumente pela relação sexual, menos freqüentemente pelo parto (febre puerperal) ou aborto. As pacientes com DIU são especialmente vulneráveis, porque os filamentos transcervicais ajudam no transporte dos agentes patogênicos. A salpingite raramente ocorre antes da menarca, após a menopausa ou durante a gravidez. A infecção pode ser devido a um só microrganismo ou ser poli microbiana  A clamídia e o gonococo são as principais causas de DIP; mas vários outros organismos aeróbios e anaeróbios podem estar presentes. A C. trachomatis pode acometer o trato genital inferior ou superior; freqüentemente as infecções do trato genital superior têm início benigno e parecem bastante leves. A clamídia pode permanecer na mucosa tubária durante meses antes que apareçam sintomas de doença aguda.

A N. gonorrhoeae provoca uma inflamação pélvica mais aguda e típica, com início rápido e desenvolvimento de dor pélvica logo após o início do período menstrual. A salpingite por actinomicose, esquistossomose, hanseníase, oxiuríase, sarcoidose e corpo estranho (meio de contraste Rx) têm sido descritas. 

A infecção começa intravaginal-mente na maioria dos casos. As glândulas endocervicais fornecem um ambiente satisfatório para os microrganismos como C. trachomatis e N. gonorrhoeae se multiplicarem antes de se disseminarem para cima, de modo a produzir endometrite superficial e endossalpinge. Embora os sintomas possam predominar em um lado, ambas as trompas estão provavelmente afetadas. A infecção tubária produz um corrimento profuso e leva a uma aglutinação das pregas mucosas, aderências e oclusão tubária. A peritonite por disseminação do exsudato para o peritônio pélvico é comum; os ovários tendem a resistir à infecção, mas podem ser invadidos.

Sintomas e Sinais
Salpingite aguda – O início é logo após as menstruações. Dor abdominal intensa no baixo ventre que Ý progressivamente, com defesa, rechaço e desconforto que Ý com a movimentação cervical são encontrados.

A não ser que esteja relacionada a um DIU, o envolvimento é bilateral. Podem ocorrer vômitos, os ruídos intestinais são normais no início, embora o íleo paralítico possa se desenvolver. Febre Ý , leucocitose e corrimento purulento abundante da cérvix estão associados com a DIP, mas febre ß , dor abdominal leve a moderada, sangramento irregular e leucorreia também podem ser sinal de doença.

salpingite crônica pode se seguir a uma crise aguda com subseqüente formação de cicatrizes, aderências tubárias e pélvicas, dor crônica, irregularidades menstruais e possível infertilidade. Uma trompa obstruída pode se distender com líquido (hidrossalpinge). Na salpingite crônica intersticial, a trompa se encontra Ý devido à parede espessada. As crises de exacerbação podem ocorrer por microrganismos outros, que não os gonococos.

A salpingite crônica pode se seguir a uma crise aguda com subseqüente formação de cicatrizes, aderências tubárias e pélvicas, dor crônica, irregularidades menstruais e possível infertilidade. Uma trompa obstruída pode se distender com líquido (hidrossalpinge). Na salpingite crônica intersticial, a trompa se encontra Ý devido à parede espessada. As crises de exacerbação podem ocorrer por microrganismos outros, que não os gonococos.

Os abscessos podem se desenvolver nas trompas, ovários ou pelve, durante o período agudo ou subagudo. No caso de ocorrer uma pequena perfuração, esta pode se fechar, mas ainda responde a ATBs; aqueles abscessos que não respondem, necessitam de remoção cirúrgica. Uma perfuração grande de um abscesso anexial representa uma emergência cirúrgica, rapidamente progredindo para o padrão característico de dor abdominal intensa no baixo ventre, peritonite generalizada, náusea, vômito e choque secundário à peritonite e endotoxemia.

A piossalpinge, na qual uma ou ambas trompas uterinas se encontram cheias de pus, pode ser estéril, mas quase sempre está associada aos sintomas de inflamação. O ovário, caso envolvido, torna-se incorporado à massa inflamatória da trompa, produzindo um abscesso tubo-ovariano. A hidrossalpinge ocorre com uma terapia tardia ou incompleta, sendo o resultado do fechamento da extremidade fimbriada da trompa de falópio. Pode estar presente sem sintomas, por anos. Como resultado de destruição da mucosa e oclusão tubária, a infertilidade é uma sequela comum da salpingite.